Quantas vezes em um dia, você deixou de fazer algo para si, por se dedicar em excesso ao trabalho, aos estudos, à uma tarefa externa?
Já contabilizou, quantas horas esses excessos consumiram do seu dia? Da sua semana? Da sua vida?
Me vi neste contexto durante muitos anos, em uma cobrança diária de um conceito de produtividade o qual eu conhecia na época, que me fazia dizer sim para qualquer demanda que aparecia, independente do dia, do horário, do local, sempre disponível para os outros, sempre conectada com os outros.
O que eu ganhei durante esse período?
Conheci muitas pessoas, me diverti bastante, fiz muitos amigos, viajei.
Masssss, também ganhei uns quilinhos a mais, uma dose grande de ansiedade, relacionamentos abusivos, uma leve depressão e um quase burnout.
Quando criei consciência da vida que eu estava levando, e coloquei os devidos pesos na balança, não existia um equilíbrio entre o dar e o receber. Entre o tempo com o outro e o tempo comigo.
Eu apenas vivia em um conceito onde precisava fazer sempre mais e mais, de sempre precisar dar conta de tudo e onde pausa e descanso gerava culpa e ansiedade.
Foi então, que eu iniciei meu caminhar no autoconhecimento, descobrindo quem eu realmente era e o que de fato queria, o que me ajudou a:
- Estabelecer limites nas minhas relações;
- Me priorizar;
- Me cuidar mais;
- A entender que ser produtivo não é trabalhar 12 horas por dia;
- Que falar não, não me faz perder um cliente ou um amigo;
- E que o dinheiro não está atrelado a essa carga excessiva de trabalho.
Sem medos, sem bloqueios, sem culpas.
Isso porque uma mente cansada e um corpo exaurido não têm foco, não têm clareza, não têm força para realizar uma tarefa ou alcançar um objetivo. Basta lembrar de quantas vezes você, mesmo exausta, insistiu em fazer algo — e acabou demorando ainda mais ou cometendo erros que só atrasou a finalização do que desejava.
Você produz mais e melhor quando se permite pausar (com descanso e silêncio), porque é na pausa que há escuta, que as respostas são encontradas, que as soluções surgem, que o inesperado acontece e que você consegue realizar tudo o que deseja.
Se isso ressoa com o que você está vivendo agora, saiba: enquanto houver vida, sempre haverá tempo para respirar, escutar, recalcular a rota e permitir que a coragem silenciosa que habita em você aponte um novo caminho, de liberdade, de conquistas e de realizações com equilíbrio e leveza.
Permita-se.





