A Importância de Desapegar para o Novo Entrar
São 4 as direções na Roda Medicinal Xamânica que nos ensinam sobre os ciclos que atravessamos ao longo da vida.
A Roda Medicinal Xamânica é um processo terapêutico de reordenação mental e emocional, que altera comportamentos limitadores e cura feridas antigas.
Esse processo é realizado através das 4 direções (norte, sul, leste, oeste), das 4 estações (primavera, verão, outono e inverno), dos 4 elementos (água, fogo, ar, terra), assim como também através das fases da lua (cheia, minguante, nova e crescente) e dos respectivos animais de poder, que representam cada direção.
A Direção Oeste da Roda Medicinal Xamânica.
A Direção Oeste é onde o sol se põe e onde aprendemos que é por meio da introspecção e dos desapegos, que seguimos mais leves e abertos para receber o novo em nossas vidas.
É representada pela estação do Outono, pelo animal urso e pelo elemento ar.
É nesta estação, que o chão se cobre de folhas secas, nos mostrando como a natureza é perfeita em seus ciclos, pois antes de brotar folhas novas e saudáveis, ela permite que o que já cumpriu a sua função caia, morra, para somente após esse processo de morte, nasça o novo.
Desta mesma forma, a Direção Oeste da Roda Medicinal Xamânica nos convida a viver esse ciclo de vida-morte-vida mais intensamente: Deixar morrer o que já se foi, o que já não nutre mais. Desapegar do que for preciso, para que assim o novo entre em nossas vidas.
A Direção Oeste é representada pela Cor Preta, porque aqui é necessário adentrar na sua escuridão, enfrentar e se equilibrar com as suas sombras.
É fazer com que os hábitos, ideias e atitudes que nos limitam, morram de uma vez por todas, para que possamos renascer em novos níveis de compreensão e clareza.
Sabe os tantos os questionamentos que são feitos sobre a vida, os tantos porquês que muitas vezes nos levam a ficar numa busca externa constante por respostas? Pois é, nesta direção aprendemos a olhar para dentro. Aprendemos que as respostas que precisamos estão todas dentro de nós e não fora.
A direção Oeste traz a conexão com o feminino. O feminino que pausa, que escuta, que usufrui da solitude. Traz a escuridão após o pôr do sol – para que após um dia longo de afazeres, compromissos e ações, possamos aprender a desacelerar e a silenciar.
É um caminho para refletir sobre algumas questões importantes:
1) Qual ferida do passado que eu ainda não esqueci e me impede de seguir adiante?
- Quais partes do meu ser, precisam morrer para que desabroche o novo?
Vivemos mais fortemente os aprendizados da direção Oeste nas seguintes idades: 13 aos 17 anos, 29 aos 33, 45 aos 49 e dos 61 aos 65 anos. Nestas fases da vida, geralmente ocorrem as maiores mortes – de entes queridos, de amigos de longa data, de opinião, de falsas ideias. É quando geralmente ocorre o fim das ilusões destrutivas e os términos de relacionamentos com pessoas que adotam comportamentos doentios ou inadequados para a nossa essência.
Nestas idades, fica explícito muitos problemas que pedem para ser curados. Por isso é uma fase em que começa um despertar por autoconhecimento; pela busca de processos terapêuticos que curem compulsões, traumas, sofrimentos, instabilidade emocional, problemas de infância, relacionamentos que não funcionam e quaisquer outras formas de desequilíbrio.
É um desejo da alma que se manifesta para que deixemos ir tudo o que já morreu em nossa vida, mas que dentro ainda insiste em se manter vivo. E não estou falando de lembranças, mas de alimentar o que já não tem vida. Te fazendo gastar a sua energia no que não irá te trazer nada de novo.
Então para hoje, pare, se escute e permita que o ciclo de vida-morte-vida siga o seu fluxo.
Se torne introspectivo, ative o Urso que reside em você e aceite o processo de morte e renascimento, pois ele te ajuda a operar melhor a energia vital que lhe é dada diariamente para seguir no caminho da sua realização.
E lembre-se:
Para toda cura, um renascimento e para todo renascimento é necessária uma morte. Resistir à essa morte, te impede de viver o fluxo natural da vida com leveza.
Desapegue-se.





